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Sobre Adriana Ferreira

Adriana Ferreira é Engenharia Química com MBA em Gestão e Tecnologias Ambientais pela USP. Supervisora de Segurança & Meio Ambiente na Brady do Brasil. É colaboradora do Blog da Seton desde 2013.

Taxa de acidente aceitável?

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trabalhadores_da_construcao_civil_realizam_nova_manifestacao4Qual o número de acidentes de trabalho que podemos considerar como aceitável? 500, 1.000 ou 10.000?

Talvez, se falarmos em índice fique mais fácil mensurar. Desta forma, qual índice é aceitável para você e sua empresa? 0,5%, 0,7% ou 1%?

Tudo gira em torno de números e, através deles, analisamos as vendas, os custos, quantidade produzida, erros cometidos, atendimento ao cliente, metas de faturamento, lucro, etc.

Quando falamos em relação à segurança dos colaboradores de uma empresa ou em relação à nossa própria segurança no dia a dia do trabalho, torna-se um pouco mais difícil analisar apenas os números. Afinal, e se, entre qualquer taxa “baixa” de acidentes, estivesse alguém da nossa família, de nosso círculo de amizades ou de nosso convívio mais estreito? A meu ver, essa taxa, ainda que considerada baixa, se tornaria completamente inaceitável.

Todo acidente de trabalho gera um ônus ao trabalhador, à sua família e ao empregador, ônus esse que pode ser irremediável. Só em 2013, foram 2.797 mortes por acidente de trabalho no Brasil (Fonte: Previdência Social).

A saída é a prevenção. Trabalhar com segurança deve se tornar automático e, para isso, é necessário treinamento, seja para a execução correta das atividades, para a utilização de EPIs e EPCs, seja para enxergar os riscos e para entender como nosso comportamento influencia positiva ou negativamente em nossa segurança.

Grande parte dos acidentes de trabalho acontecem por negligência na utilização de EPIs. A verdade é que, se o funcionário não entender o risco ao qual está exposto, ele não fará o uso correto dos EPIs, ou fará somente quando o técnico de segurança estiver passando pelo local.

Falar sobre segurança é uma tarefa interminável, mas recompensadora quando vemos que o aprendizado e conceitos adquiridos através do treinamento dentro da empresa são transmitidos também para fora dela.

Treine, conscientize e forneça equipamentos de qualidade sempre observando as informações, orientações e a validade dos EPIs disponíveis através do CA (certificado de aprovação).

Vale a pena pensar em segurança, nosso comportamento é que dita se voltamos bem ou não voltamos para casa no final do dia.

A SETON oferece várias soluções em EPIs e EPCs em seu catálogo de produtos, É possível fazer a consulta pelo catálogo virtual, pelo site www.seton.com.br ou pelo Televendas: (11) 4166-1202, que funciona de segunda à sexta, das 8h00 às 17h00.

Dúvidas e solicitações podem ser feitas através de e-mail para o Serviço de Atendimento ao Consumidor SETON – informacoes@seton.com.br, que tem um horário diferenciado dos outros serviços – 9h00 às 18h00.

 

NR9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

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GestaoOcupacionalSão inúmeras as atividades dentro de uma indústria e cada uma delas envolvem diferentes riscos, como os agentes físicos, químicos e biológicos. Como então mapear quais são esses agentes aos quais os colaboradores estão expostos e definir o EPI correto para cada atividade?

A NR9 vem ao encontro desta necessidade. A elaboração e implementação do “Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA” é uma obrigatoriedade por parte do empregador e visa identificar, avaliar e controlar os riscos ambientais do ambiente de trabalho, a fim de preservar a saúde e integridade dos colaboradores.

O PPRA deve ser realizado sempre que necessário, como, por exemplo, frente a alterações em processos. Porém, a norma determina, ainda, que referido plano deve ser realizado, no mínimo, uma vez ao ano.

O PPRAA e é um documento público que deve ter seus resultados e plano de ação divulgados aos trabalhadores.

Definições fundamentais dentro da norma:

Agentes físicos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, entre outros. (Ref.: Item 9.1.5.1, NR9)

Agentes químicos: substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, através da pele ou por ingestão. Ex: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores. (Ref.: Item 9.1.5.2, NR9)

Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros. (Ref.: Item 9.1.5.3, NR9)

A avaliação quantitativa dos riscos pode ser necessária para comprovar o controle da exposição ou a inexistência riscos; dimensionar a exposição dos trabalhadores e subsidiar o equacionamento das medidas de controle. Afinal, não basta apenas identificar os agentes, é fundamental trabalhar na implementação de medidas visando a eliminação, minimização ou o controle dos riscos ambientais.

A hierarquia quanto à implementação das medidas de proteção é a seguinte: a) medidas de caráter coletivo; b) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho; c) utilização de equipamento de proteção individual – EPI.

Se a utilização de EPIs se fizer necessária, é dever do empregador fornecer o EPI adequado ao risco que o trabalhador está exposto, fornecer treinamento para a correta utilização e estabelecer procedimentos quanto ao fornecimento, o uso, a guarda, a higienização, a conservação, a manutenção e a reposição do EPI.

A SETON oferece várias soluções para adequação as Normas de Segurança. É possível fazer a consulta pelo catálogo virtual, pelo site www.seton.com.br ou pelo Televendas: (11) 4166-1202, que funciona de segunda à sexta, das 8h00 às 17h00.

Dúvidas e solicitações podem ser feitas através de e-mail para o Serviço de Atendimento ao Consumidor SETON – informacoes@seton.com.br ou pelo Chat Online, que tem um horário diferenciado dos outros serviços – 9h00 às 18h00.

NR10 – Prevenção de Acidentes na Indústria

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NR10_ANão é difícil vermos notícias que falam sobre acidentes de trabalho envolvendo atividades em instalações elétricas, esses serviços são considerados de alto risco, pois qualquer acidente relacionado à execução dessa tarefa pode ser fatal.

Para minimizar o risco associado a esse tipo de intervenção existem normas a serem seguidas e uma delas é a NR10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade – que em sua segunda revisão, publicada em 2004, estabeleceu requisitos e condições mínimas de trabalho abordando desde medidas de controle, individual e coletiva, habilitação e treinamento de profissionais até as ações de emergência.

Tal Norma é aplicável “às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades”, sendo assim, até aqueles serviços elétricos costumeiramente realizados dentro da indústria devem aplicar e obedecer as diretrizes da referida Norma.

Nesse post vamos destacar a importância de dois itens:

– HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES

Nesse ponto vale ressaltar que não é qualquer pessoa que pode acessar e trabalhar em instalações elétricas, somente funcionários autorizados possuem essa permissão e para isso eles devem passar por treinamento específico e obrigatório, com grade curricular estabelecida pela norma, bem como passar pelos exames compatíveis com a atividade desenvolvida. Mais informações podem ser verificadas no item 10.8 da Norma.

– SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

No item 10.10 identificamos, dentre outros, a obrigatoriedade do bloqueio, travamento e sinalização de dispositivos e sistemas, também conhecido através do termo lockout e tagout.

NR10_BA sinalização e o bloqueio são mecanismos de aplicação fundamental a fim de se evitar acidentes de trabalho e permite a segurança de todos os funcionários, direta ou indiretamente envolvidos. Existem diferentes tipos bloqueios elétricos para disjuntores e fontes de energia evitando assim o acionamento indevido de fontes de eletricidade.

De qualquer forma, ainda mais importante do que a aplicação de toda a legislação aplicável e os mecanismos de segurança, é que todos tenham consciência de que o comportamento seguro faz toda a diferença. Isso só depende de cada um de nós.

A SETON oferece várias soluções para adequação as Normas de Segurança. É possível fazer a consulta pelo catálogo virtual, pelo site www.seton.com.br ou pelo Televendas: (11) 4166-1202, que funciona de segunda à sexta, das 8h00 às 17h00.

Dúvidas e solicitações podem ser feitas através de e-mail para o Serviço de Atendimento ao Consumidor SETON – informacoes@seton.com.br ou pelo Chat Online, que tem um horário diferenciado dos outros serviços – 9h00 às 18h00.

NR12 – Proteção de Máquinas e Equipamentos: A necessidade de adequação

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As revisões realizadas desde 2010 na Norma Regulamentadora NR12 tornaram a mesma mais robusta e efetiva em sua aplicação.

A norma, que visa regulamentar aspectos técnicos quanto à segurança na operação de máquinas e equipamentos industriais, gera grande impacto na elaboração de novos projetos como também em máquinas que já estão em operação e precisam ser adequadas.

Dentre os diversos princípios trabalhados na norma um que se destaca é o de falha segura. Tal princípio prevê que, mesmo em uma situação de falha no sistema, o mesmo entre em “estado seguro”, não apresentando nenhum risco para o usuário. Procedimentos e instruções de trabalho são de extrema importância, no entanto, não podem ser as únicas medidas de proteção, ou seja, o conceito de “falha segura” é fundamental para garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores.
Ainda dentro dos aspectos gerais a norma destaca que as medidas de proteção seguem uma ordem de prioridade, descrita no item 12.4, sendo:

– 1º medidas de proteção coletiva: proteções, travas, bloqueios, etc.
– 2º medidas administrativas ou de organização do trabalho: procedimentos, instruções de trabalho, 5S, Seis Sigma, etc.
– 3º medidas de proteção individual: máscaras respiratórias, protetores, luvas, etc.

E, por fim, vale destacar que o arranjo físico e instalações também devem ser observados. De acordo com a norma, as áreas de circulação devem ser devidamente demarcadas e possuir 1,20 m (um metro e vinte centímetros) de largura, além de que os espaçamentos em máquinas e equipamentos devem ser adequados, de acordo com o tipo de máquina e operação.

NR12-2As mudanças requerem investimento e capacitação para se tornarem efetivas, mas, sem dúvida, trarão um benefício ainda maior com a redução de acidentes e afastamentos, aumento da motivação dos funcionários e como consequência aumento da produtividade.
As fiscalizações têm se tornado rotineiras a fim de garantir que a norma seja, de fato, aplicada. Para isso é importante se adequar e a Seton pode te ajudar nessa missão.

Pesquise entre as soluções oferecidas para encontrar qual é a opção que se adeque as suas necessidades. É possível fazer a consulta pelo catálogo virtual, pelo site www.seton.com.br ou pelo Televendas: (11) 4166-1202, que funciona de segunda à sexta, das 8h00 às 17h00.

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Táticas para controlar derramamentos de óleo

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derramamento_2O tema acima é bem sugestivo: acidentes ambientais.

No mundo, por ano, acontecem muitos acidentes por derramamento de óleos, seja marítimo ou terrestre e o meio ambiente natural – fauna, flora e bioma – é o mais prejudicado. A empresa é penalizada com multas altíssimas, mas não é o bastante, pois dinheiro nenhum paga uma degradação ambiental, o que a natureza faz é perfeito.

A ONU traz em suas estatísticas que os vazamentos e derrames de óleos são as principais causas de poluição na Europa. E após um acidente a medida a ser tomada é a sua contenção através de produtos absorventes como forma de controle da poluição.

Um acidente ambiental pode ter diferentes dimensões, porém não deixa de ser um contaminante perigoso podendo proporcionar coacidentes, ou seja, o derramamento é um fato prejudicial, mas através dele outros acidentes podem ocorrer como explosão e dispersão de gases. Independente da proporção medidas de contenção devem ser adotadas.

Alguns meios de controle da poluição podem ser tomados para amenizar o dano ambiental, entre eles estão os antiderramamento de óleo: barreiras flutuantes, skimers, dispersantes, absorventes e adsorventes de óleo e os coagulantes.

Barreiras: as barreiras podem ser flutuantes ou físicas de superfície. As flutuantes são usadas na recolha de óleo na superfície da água, para contenção, desvio ou absorção posterior.

Skimers: removem o óleo sobrenadante com dispositivos mecânicos como bombas, sistemas de vácuo, cilindros rotatórios, escovas etc.

Dispersantes:são em geral detergentes ou surfactantes que ajudam na dissolução da mancha de óleo em gotas menores. Removem o óleo da superfície da água fazendo-o entrar e na coluna de água, aumentando a rapidez de degradação biológica.

Absorventes e Adsorventes:Materiais absorventes e adsorventes de óleo de diversos tipos são usados para absorver manchas de óleo em movimento.

Coagulantes/Floculantes:O floculante pode ser usado sobre manchas e derrames de petróleo, óleos vegetais ou para aderir a superfícies como paredes, areia contaminadas, rochas e outras estruturas absorvendo a mancha de óleo das superfícies através de suas propriedades tensoativas.

Biorremediação: é o termo usado para descrever uma série de processos, que podem ser usados para acelerar a biodegradação natural. Mais especificamente a bioestimulação com aplicação de nutrientes e a bio-aumentação ou semeadura com a adição de microrganismos especialmente selecionados para degradar petróleo. A biodegradação ocorre como resultado da oxidação de certos componentes do óleo por organismos como bactérias, fungos, algas unicelulares e protozoários.

Graças a tecnologia de ponta têm-se diversos meios de se conter um derramamento de óleo, como absorventes industriais e pallets para contenção de derramamentos, a empresa pode ter a responsabilidade de realizar a compensação ambiental que nem sempre é recuperar o local afetado.

A função principal é atuar na gestão da prevenção a poluição que é uma técnica de evitar que acidentes ocorram, diminuindo assim suas consequências degradantes a todo meio ambiente, fauna, ecossistemas e todos os seres vivos.

A atuação do profissional da área é de extrema importância e que se isso acontecer que seja realmente um acidente, fatalidade e não falha humana ou de processo.

O meio ambiente agradece esse cuidado!